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A força das vozes silenciadas: como o DF pode virar o jogo contra o feminicídio

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Em pouco mais de 10 meses, o Distrito Federal alcançou a alarmante marca de 24 feminicídios em 2025, superando os 22 casos registrados em todo o ano de 2024. Esses números, divulgados pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), destacam uma realidade urgente, mas também um chamado à ação para jovens como você, que podem ser agentes de transformação. Vítimas como Ana Moura Virtuoso, de 27 anos, morta a facadas pelo marido Jadison Soares da Silva na Estrutural em 5 de janeiro, e Gessica Moreira de Sousa, de 17 anos, assassinada com um tiro na cabeça pelo ex-companheiro Vandiel Próspero em Planaltina, enquanto estava grávida, representam histórias de força interrompidas pela violência de gênero. Outras, como Ana Rosa Rodolfo de Queiroz Brandão, de 49 anos, estrangulada e esfaqueada pelo ex-pastor Antônio Ailton da Silva no Cruzeiro Velho, e Maria José Ferreira dos Santos, de 31 anos, morta com facadas no peito pelo companheiro Neilton Pereira Soares no Recanto das Emas, mostram padrões recorrentes: 41,7% dos casos envolvem armas brancas e 58,3% ocorrem em residências. Imagine o impacto se mais vozes se unissem para denunciar e prevenir, transformando dor em empoderamento coletivo.

Casos recentes, como o de Camila Rejaine de Araújo Cavalcante, de 50 anos, brutalmente atacada com golpes de picareta pelo marido Agnaldo Nunes da Mota em Sobradinho II em 24 de outubro, revelam falhas no sistema, já que o agressor havia sido preso anteriormente por violência contra ela. Da mesma forma, Marcela Santos Silva, de 22 anos, morta pelo próprio pai Marcelo Santos em Planaltina em 7 de outubro, e Pâmella Maria Rocha Rangel, de 21 anos, esfaqueada pelo companheiro Flávio do Nascimento Santos em Brazlândia em 23 de agosto, inspiram uma reflexão profunda: 74% das vítimas não registraram ocorrências prévias, apesar de 45,8% terem sofrido violência doméstica antes. Para o público jovem, isso é um convite a se engajar – educando amigos, apoiando campanhas e usando redes sociais para amplificar histórias de resiliência. Vítimas como Dayane Barbosa Carvalho, Marcela Rocha Alencar e Elane da Silva Rodrigues Inácio nos lembram que a mudança começa com conscientização, e vocês, a nova geração, têm o poder de construir um DF mais seguro e igualitário.

Enquanto isso, o caso de Allany Fernanda, de 13 anos, morta por um disparo no Sol Nascente em 3 de novembro, inicialmente classificado como feminicídio mas agora investigado como homicídio doloso por Carlos Eduardo Pessoa Tavares, reforça a necessidade de vigilância em todos os contextos. Jovens, inspirem-se nessas narrativas não para o desespero, mas para a ação: participem de movimentos, denunciem e promovam o diálogo. Com união, podemos reduzir esses números e honrar as vidas perdidas, transformando o Distrito Federal em um exemplo de força e justiça.

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