Em um momento histórico para a luta contra as mudanças climáticas, Belém se tornou o epicentro de uma aliança global que coloca as pessoas no centro das soluções. Um grupo de 43 países, incluindo Brasil, China, Alemanha e Reino Unido, além da União Europeia, aprovou a Declaração de Belém sobre Fome, Pobreza e Ação Climática Centrada nas Pessoas. O documento, finalizado ao término da Cúpula do Clima nesta sexta-feira (7), destaca como as crises climáticas afetam desproporcionalmente as populações vulneráveis, como agricultores familiares e comunidades tradicionais. Ele propõe reforçar a proteção social e o financiamento climático para criar empregos dignos e oportunidades econômicas, garantindo que quase metade da população mundial, atualmente sem acesso a esses sistemas, seja priorizada. Essa iniciativa antecede a COP30, que ocorrerá de 10 a 21 de novembro na mesma cidade paraense, inspirando jovens a enxergarem a ação coletiva como um caminho para um futuro mais justo e sustentável.
Além disso, a cúpula aprovou a Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental, que aborda a interseção entre igualdade racial, meio ambiente e clima, reconhecendo a crise ecológica como uma questão de justiça racial. Aberta para adesões durante a COP, ela já conta com apoio de nações da América Latina, África, Ásia e Oceania, promovendo equidade e solidariedade para superar desigualdades históricas. Outros documentos incluem a Declaração sobre a Coalizão Aberta de Mercados Regulados de Carbono e o Compromisso de Belém pelos Combustíveis Sustentáveis, que visa quadruplicar a produção e uso desses combustíveis até 2035. Esses avanços mostram que, juntos, podemos transformar desafios em oportunidades, motivando a nova geração a se engajar na construção de um planeta mais resiliente e inclusivo.