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Da Pampulha a Brasília: a visão modernista de JK que inspira gerações

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Imagine um Brasil em efervescência cultural, onde a inovação arquitetônica e artística moldava o futuro. Em 1940, Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, uniu forças com Oscar Niemeyer e Lucio Costa para criar o Conjunto Arquitetônico da Pampulha, um marco do modernismo brasileiro. Inspirado no projeto do Ministério da Educação de 1937, que contou com Le Corbusier e artistas como Burle Marx e Cândido Portinari, o conjunto incluiu uma igreja, cassino e clube ao redor de um lago artificial. A Igreja de São Francisco de Assis, com suas formas arrojadas e obras de Portinari, só foi consagrada em 1959, mas já simbolizava a integração de arquitetura, escultura e pintura em uma “obra de arte total”. Essa ousadia de JK, influenciada por eventos como a Semana de Arte Moderna de 1922 e o Salão Revolucionário de 1931, mostrou como o modernismo podia romper com o passado e abraçar o amanhã, inspirando jovens a sonharem com cidades que unem beleza e funcionalidade.

Em 1944, JK elevou ainda mais essa visão ao promover a Exposição de Arte Moderna em Belo Horizonte, reunindo 134 obras de 46 artistas, incluindo Anita Malfatti, Alfredo Volpi e Di Cavalcanti. O evento atraiu intelectuais como Jorge Amado, Oswald de Andrade e José Lins do Rego, com palestras e debates que mobilizaram a cidade e inseriram Minas Gerais no debate nacional sobre desenvolvimentismo e estética moderna. Essa iniciativa pavimentou o caminho para Brasília, inaugurada em 1960, onde o legado se concretizou: Athos Bulcão com mais de 260 obras, como os azulejos da Igreja Nossa Senhora de Fátima; Burle Marx nos jardins do Itamaraty; Alfredo Ceschiatti em esculturas como A Justiça no Supremo Tribunal Federal; e Marianne Peretti nos vitrais da Catedral. Para os jovens de hoje, essa história de JK é um chamado à ação: inovar, integrar arte à vida cotidiana e construir legados que transcendam o tempo, transformando visões em realidades vibrantes.

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