Enquanto Belém se transforma no epicentro global das discussões climáticas durante a COP30, no Parque da Cidade, jovens como você podem se sentir perdidos entre siglas e termos que ecoam pelos corredores. Mas imagine isso: esses conceitos não são apenas jargões; eles são chaves para um mundo mais sustentável. A COP, ou Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), iniciada em 1995, reúne líderes para combater o aquecimento global, com o Acordo de Paris de 2015 como estrela guia, impulsionando reduções de emissões de gases de efeito estufa (GEE) como CO2 e metano. Aqui no Brasil, ratificado em 2016, ele inspira ações locais, como as NDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas), onde o país se compromete a cortar emissões em até 67% até 2035 e alcançar neutralidade em 2050. É uma chamada para que a nova geração lidere, transformando desafios em oportunidades para um planeta mais verde.
Adaptação e mitigação climática surgem como heróis nessa narrativa, incentivando mudanças que protegem comunidades vulneráveis, como restauração de florestas e ecossistemas – pense na Amazônia bem ali em Belém. Conceitos como justiça climática garantem que benefícios e prejuízos sejam distribuídos de forma equitativa, enquanto o fundo de Perdas e Danos aborda impactos reais, como destruição de infraestruturas. A Missão 1,5 graus Celsius, limitando o aquecimento acima do período pré-industrial, é o sonho coletivo para evitar pontos de não retorno em ecossistemas. E com a Troika unindo Emirados Árabes Unidos, Azerbaijão e Brasil, há um mapa para US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até 2035, via NCQG. Para jovens, isso significa empoderamento: participe da Agenda de Ação, troque ideias e impulse mudanças na sua cidade.
Não perca o GST (Balanço Global) ou o Artigo 6, que pavimentam mercados de carbono globais, substituindo o antigo Protocolo de Quioto. Com eventos como SB60 em Bonn preparando o terreno, a COP30, de 6 a 21 de novembro, é o momento para inspirar ações cotidianas – de sumidouros como florestas a evitar combustíveis fósseis. Jovens, o futuro climático está nas suas mãos: decifrem essas siglas e criem o amanhã que merecemos.