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Corrida da prematuridade une atletas e famílias em Brasília para celebrar superação e esperança

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No Parque da Cidade, em Brasília, a 2ª Corrida e Caminhada da Prematuridade reuniu atletas e famílias neste domingo (16), destacando histórias de resiliência e a importância de apoiar bebês nascidos antes do tempo. O medalhista olímpico Caio Bonfim, que viveu a prematuridade em sua família, marcou presença para incentivar pais que enfrentam esse desafio, enfatizando que é um momento delicado, mas com final feliz. Já Mateus Moreira, influenciador digital e atleta de levantamento de peso nascido prematuro com 37 semanas, mielomeningocele e hidrocefalia, compartilha sua jornada nas redes sociais para quase 19 mil seguidores, provando que limitações não definem o futuro. Ele pratica esportes, faz parcerias com marcas e sonha com competições paraolímpicas, enquanto sua namorada, Letícia Gusmão, desmistifica preconceitos ao afirmar que a deficiência não impede um relacionamento pleno. O evento, organizado pela Sociedade de Pediatria do Distrito Federal, coincidiu com o Dia Mundial da Prematuridade, celebrando trajetórias sem pódio, mas cheias de vitórias pessoais.

Especialistas como a neonatologista Virgínia Lira alertaram para os riscos, como a prematuridade associada a metade das mortes infantis no primeiro ano, e explicaram ferramentas como incubadoras, que simulam o útero até o bebê atingir 1,6 kg. A ginecologista Amanda Mota, mãe de gêmeos prematuros, relatou os 30 dias na UTI como uma montanha-russa emocional, mas com final feliz graças ao apoio de profissionais como o doutor Carlos Zaconeta. O neonatologista Aldo Ferrini Filho reforçou a necessidade de equipes especializadas para reduzir comorbidades e melhorar a qualidade de vida. Pais como Gilmar e Fabiana da Silva, de Águas Lindas, celebraram o desenvolvimento saudável de suas filhas Angelina e Aurora, nascidas com baixo peso, sem sequelas, inspirando jovens a valorizarem a persistência e o apoio comunitário nessa causa vital.

Essas narrativas mostram que a prematuridade não é o fim, mas uma oportunidade de superação, incentivando uma geração mais empática e ativa em ações sociais.

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