A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, finalizou suas negociações neste sábado com conquistas que acendem a esperança para gerações futuras. Sob a presidência brasileira, o evento destacou progressos na agenda de adaptação, reduzindo um pacote complexo de mais de 100 indicadores para 59, com discussões continuadas em junho, em Bonn. O embaixador André Corrêa do Lago enfatizou o debate sobre o fim da dependência de combustíveis fósseis, impulsionado pelo discurso do presidente Lula, que abriu caminhos para uma transição energética global. A secretária-executiva Ana Toni celebrou os consensos alcançados em tempos geopolíticos desafiadores, incluindo 120 planos de aceleração em setores como carbono e indústria verde, além de 29 documentos aprovados. Esses passos firmes elevam a adaptação a um novo patamar, com compromissos para triplicar o financiamento internacional até 2035 e inclusão inédita de mulheres e meninas afrodescendentes na agenda climática.
A negociadora-chefe Lilian Chagas destacou a união de países vulneráveis, com indicadores que servirão como bússola para medir progressos e orientar políticas, além do fortalecimento do Acelerador Global de Ação Climática e a criação de um fórum internacional sobre comércio e clima. A ministra Marina Silva reforçou a importância da solidariedade para nações em desenvolvimento, criando condições para saírem da dependência de combustíveis fósseis e combatendo o desmatamento, com mecanismos como o TFF para alavancar investimentos privados na proteção de florestas. Ela apontou o legado da COP30 em ampliar a compreensão pública sobre as mudanças climáticas, incorporando o saber das populações amazônicas, que oferecem lições de vida e beleza para o mundo. Para vocês, jovens que moldarão o amanhã, esses avanços inspiram ações cotidianas: da preservação local à pressão por políticas globais, mostrando que a transformação sustentável é possível e começa agora.
Esse encerramento não é apenas um fim, mas um convite à ação coletiva, com o Brasil liderando pelo exemplo ao integrar mitigação e adaptação, reconhecendo terras indígenas como protetoras de carbono e incluindo comunidades locais. Marina Silva lembrou que a Amazônia não só recebe, mas oferece um legado de vitalidade, incentivando-nos a valorizar a beleza e a urgência da preservação. Imaginem um futuro onde cada cidade, cada bairro, reflete esses esforços – mais verde, inclusivo e resiliente. A COP30 prova que, unidos, podemos construir esse mundo.