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Condenado a 15 anos: o desfecho do julgamento pelo assassinato de jornalista em motel de Brasília

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O Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante condenou Pedro Alexandre Silva Lobo Boff a 15 anos de prisão em regime inicial fechado pelo assassinato de Rubens Bonfim Leal, colaborador do Correio Braziliense, que tinha 35 anos na época do crime. O julgamento ocorreu nesta terça-feira (16/12), iniciando às 9h e encerrando pouco antes das 18h com a prolação da sentença. Pedro Alexandre, um catador de recicláveis de 26 anos à época, foi preso em 24 de março pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa da Polícia Civil (CHPP/PCDF) e confessou o homicídio durante as investigações. O crime aconteceu em 13 de maio de 2018, um domingo, quando Rubens foi encontrado morto em um quarto de motel no Núcleo Bandeirante, onde prestava serviços como revisor na redação do jornal.

A investigação revelou que Rubens chegou ao motel acompanhado de Pedro Alexandre às 7h45, e após o assassinato, o autor tentou sair sem pagar a conta, sendo impedido pelos funcionários e fugindo ao pular o muro, conforme imagens de câmeras de segurança. O corpo foi descoberto apenas às 16h, ao fim do tempo de permanência na suíte, e policiais militares do Grupo Tático Operacional do 25 atenderam a ocorrência. De acordo com o cabo César Augusto Rocha, o assassino utilizou um objeto cortante para cometer o crime. A identificação da vítima ocorreu pela placa do carro, já que não portava documentos. A autoria foi confirmada por meio de um trabalho minucioso do Instituto de Identificação, que analisou fragmentos de digitais da mão e do pé, além de material genético encontrado na cena, confrontados com amostras colhidas após a prisão.

Rubens Bonfim Leal era formado em letras/espanhol, nascido em Fortaleza, e havia se mudado para Brasília com a família em 1998, sendo o mais novo de três irmãos. A motivação do crime ainda não está totalmente clara, mas envolveu um desentendimento entre o autor e a vítima, conforme apurado pelas autoridades. Outros elementos da investigação ligaram Pedro Alexandre ao caso, reforçando a condenação proferida pelo júri.

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