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William Silva Miranda, líder de facção no DF, acumula condenações por tráfico e assassinato

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O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou William Silva Miranda, de 30 anos, conhecido como Chuchu ou Papai, a mais de 18 anos de prisão por tráfico de drogas. A sentença foi proferida na quinta-feira (18/12), decorrente de uma operação da 26ª Delegacia de Polícia em Samambaia Norte, realizada em 27 de fevereiro deste ano. Integrante do Comboio do Cão (CDC), William operava por meio da distribuidora Corujão, inicialmente destinada à venda de bebidas, mas convertida em ponto de armazenamento e distribuição de entorpecentes devido a dificuldades financeiras. As investigações revelaram que ele iniciara no tráfico em 2023, aos 19 anos, obtendo lucros mensais de cerca de R$ 10 mil. Apesar de negar inicialmente o envolvimento de familiares, as provas, incluindo movimentações bancárias suspeitas e apreensões de drogas, confirmaram a participação de seu irmão, proprietário da Corujão, da mãe e da namorada no esquema criminoso. O Ministério Público baseou a denúncia nos artigos 33 e 35 da Lei 11.343/2006, relativos a tráfico e associação para o tráfico, e no artigo 1º da Lei 9.613/1998, sobre lavagem de dinheiro.

Além da nova condenação, William já cumpria pena de 31 anos por ordenar o assassinato de Samuel Soares Marques, um adolescente de 14 anos, degolado e com uma mão decepada em janeiro deste ano, motivado por suposta dívida de drogas. O corpo foi encontrado em um matagal no Córrego do Jacaré, em Samambaia, com marcas de 32 facadas. A investigação da 26ª Delegacia apontou que Samuel auxiliava o CDC no tráfico, e o crime envolveu outros membros da facção, como Ruan Felipe Barbosa Oliveira, conhecido como Zaroio, e Mateus Cruz Souza, o Suetam, presos anteriormente. William foi capturado em abril em Águas Lindas de Goiás, como parte da Operação Redenção, e condenado em outubro pelo júri, que reconheceu qualificadoras como motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Todos os envolvidos cumprem pena em regime inicial fechado.

A complexidade da rede criminosa destaca o entrelaçamento familiar e a persistência de facções como o CDC no Distrito Federal, com operações que vão além do tráfico para execuções brutais. As defesas dos acusados alegaram inocência ou desconhecimento, mas as evidências coletadas, incluindo confissões de participantes, sustentaram as condenações. Esse caso reflete os desafios enfrentados pelas autoridades no combate ao crime organizado na região, com impactos na segurança pública e no sistema judiciário local.

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