O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Federal (MPF), realizou nesta segunda-feira (22/12) a prisão de Emerson do Prado Nogueira, um homem de 29 anos acusado de liderar um esquema de tráfico interestadual de drogas. Apontado pelas autoridades como o “Rei do Skunk”, Nogueira já havia sido detido em abril de 2024 durante investigações sobre o mesmo crime. A prisão ocorreu em um endereço em Vicente Pires, no Distrito Federal, e faz parte de esforços contínuos para desarticular redes criminosas que utilizam empresas de transporte para movimentar entorpecentes. De acordo com os investigadores, no último dia 11, um caminhão pertencente a uma empresa de Nogueira foi interceptado com 10 quilos de skunk escondidos dentro de uma geladeira no interior do veículo. Esse modus operandi é idêntico ao identificado em outros alvos da Operação Rei do Skunk, deflagrada em dezembro de 2023, que cumpriu 43 ordens judiciais contra um grupo especializado no tráfico de drogas entre estados.
As investigações revelaram que empresas sediadas no Distrito Federal, atuantes no transporte de mudanças interestaduais, estão sendo exploradas para o envio de grandes quantidades de drogas e armas. Esses itens ilícitos são armazenados em galpões ligados aos investigados e, posteriormente, distribuídos para abastecer grupos criminosos no DF, no entorno e em outras unidades da federação. A operação contou com a participação integrada de diversas forças de segurança, incluindo o Centro de Inteligência do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) do DF, o Centro de Inteligência da Polícia Militar do DF (PMDF), o Patrulhamento Tático Móvel (Patamo/PMDF) e o Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães/PMDF). Essa ação reforça o compromisso das autoridades federais em combater o crime organizado, que afeta a segurança pública e a estabilidade institucional em múltiplas regiões do país.
A prisão de Nogueira destaca a persistência de esquemas criminosos que se valem de estruturas empresariais legítimas para dissimular atividades ilegais, exigindo vigilância constante das instituições. O MPF continua monitorando conexões entre o tráfico e outras formas de criminalidade, com o objetivo de interromper fluxos que comprometem a ordem social e econômica.