Pecuaristas destacam vantagens da raça Brangus no oeste paulista
No oeste paulista, pecuaristas como Henrique de Almeida e sua família estão investindo na raça Brangus para combinar rusticidade e produção de carne de qualidade, mesmo em regiões de altas temperaturas. A reportagem exibida em 15 de fevereiro de 2026 destacou como essa raça, resultado do cruzamento entre Angus e Brahman, se adapta bem ao clima quente, aumentando a produtividade por meio de melhoramento genético. Especialistas, incluindo o zootecnista e professor Marco Aurélio, enfatizam os benefícios para a pecuária brasileira.
Rusticidade e adaptação ao clima
A raça Brangus é criada a campo, com vacas e bezerros soltos no pasto, o que favorece a reprodução natural e a resistência em ambientes desafiadores. Henrique de Almeida, pecuarista da região, explica que esses animais performam bem em altas temperaturas, cobrindo vacas a campo e entregando carne de alta qualidade. Essa combinação de características torna a Brangus ideal para o oeste paulista, onde o calor pode impactar outras raças.
São animais que performam bem, cobrem vaca a campo e entregam carne de qualidade. As duas principais características da raça Brangus são rusticidade e qualidade de carne.
— Henrique de Almeida
Melhoramento genético e produtividade
O foco no melhoramento genético é realizado por inseminação artificial, utilizando mais de 200 touros Brahman para aprimorar a linhagem. Isso permite o abate de novilhas a partir de 22 meses, com pesos superiores a 500 kg, otimizando a produção. Marco Aurélio, zootecnista e professor, ressalta que esse método acelera o acabamento dos animais, reduzindo o tempo de confinamento e garantindo carne mais macia e de melhor qualidade.
Este método proporciona um acabamento mais rápido, o que reduz o tempo de confinamento. Como resultado, os animais são abatidos mais jovens e no ponto ideal, garantindo uma carne de melhor qualidade e com mais maciez.
— Marco Aurélio
Impacto na pecuária brasileira
A adoção da raça Brangus representa uma estratégia para elevar a produtividade na pecuária, especialmente em áreas quentes como o oeste paulista. Pecuaristas como a família de Henrique de Almeida demonstram que o investimento em genética e manejo a campo pode gerar resultados sustentáveis. Com o cruzamento entre Angus e Brahman, a raça não só resiste ao calor, mas também atende à demanda por carne de qualidade no mercado nacional e internacional.