Oi entra com ação judicial contra fundos estrangeiros
A operadora de telecomunicações Oi, que se encontra em processo de recuperação judicial, ajuizou uma ação na 7ª Vara Empresarial do Estado do Rio de Janeiro contra os fundos estrangeiros Pimco, SC Lowy e Ashmore Group. A empresa alega que esses fundos, ex-acionistas e atuais credores, exerceram abuso de poder de controle e influência de forma prejudicial aos demais credores. O comunicado foi assinado por Bruno Rezende e divulgado em 17 de fevereiro de 2026.
Detalhes da ação e pedidos da Oi
Na ação, a Oi solicita uma liminar para o arresto de créditos detidos pelos fundos, além da suspensão de seus direitos políticos e deliberativos associados a esses créditos. A companhia também pede a declaração judicial de abuso de poder de controle e direito por parte dos réus. Ademais, busca a condenação solidária ao pagamento de indenização por danos causados.
A alegação central é que os fundos teriam utilizado sua posição para favorecer interesses próprios, em detrimento de outros credores envolvidos no processo de recuperação judicial da Oi. Isso ocorre em um momento crítico para a empresa, que busca reestruturar suas dívidas e operações.
Contexto da recuperação judicial da Oi
A Oi está em recuperação judicial desde 2016, enfrentando desafios financeiros significativos no setor de telecomunicações brasileiro. A ação contra Pimco, SC Lowy e Ashmore Group representa um novo capítulo nessa saga, destacando tensões entre credores e a administração da companhia. Os fundos citados são conhecidos por investimentos em ativos distressed, o que pode intensificar o escrutínio sobre suas práticas.
Implicações para o mercado e próximos passos
Essa movimentação judicial pode impactar o andamento da recuperação judicial da Oi, influenciando negociações com credores e potenciais investidores. Analistas acompanham de perto o desfecho na 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, pois uma decisão favorável à Oi poderia alterar dinâmicas de poder no processo. Enquanto isso, os fundos não se pronunciaram publicamente sobre as alegações até o momento. O caso reforça a importância de governança transparente em reestruturações corporativas de grande porte no Brasil.