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Importações de morangos do Egito derrubam preços e prejudicam produtores no Espírito Santo

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Plantação de morangos no Espírito Santo afetada por importações do Egito, com frutos maduros e relevo montanhoso ao fundo.

A importação de morangos do Egito tem derrubado os preços no mercado brasileiro, tornando a produção local no Espírito Santo menos competitiva e reduzindo a renda dos agricultores. Na Região Serrana do estado, especialmente em Santa Maria de Jetibá, produtores enfrentam dificuldades para vender sua safra a preços que cubram os custos. Essa situação se agravou nos últimos 12 meses até março de 2026, com impactos diretos na economia local.

Impacto nos produtores do Espírito Santo

Os produtores da Região Serrana do Espírito Santo, como Regilvan Barbosa, estão vendendo morangos a R$ 10 ou R$ 11 por quilo para tentar competir com o produto importado. No entanto, o custo de produção local varia entre R$ 15 e R$ 16 por quilo, o que resulta em prejuízos significativos. Além disso, os custos de produção subiram 15% nos últimos 12 meses, agravando a pressão sobre os agricultores.

Aumento das importações egípcias

As importações de morangos do Egito para o Brasil saltaram de 4 mil toneladas em 2022 para 42 mil toneladas em 2025. Esse volume entra no mercado a um preço médio de R$ 8 por quilo, bem abaixo do custo local. O governo capixaba tem acompanhado a situação, destacando como o preço mais baixo do produto importado afeta diretamente a competitividade dos produtores brasileiros.

Declarações de autoridades locais

O secretário de Agropecuária de Santa Maria de Jetibá, Vanderlei Marquez, expressou preocupação com a sustentabilidade da produção local. Ele questiona a viabilidade dos agricultores diante da concorrência desleal. A situação exige atenção para medidas que protejam a agricultura familiar no Espírito Santo.

Como é que o produtor vai sobreviver tendo custo de R$ 16 e vendendo morango a R$ 10 ou R$ 11, para tentar equilibrar a concorrência?

Vanderlei Marquez, secretário de Agropecuária de Santa Maria de Jetibá

Perspectivas para o setor

A continuidade dessa tendência pode levar a uma redução na produção local, afetando empregos e a economia da Região Serrana. Especialistas sugerem que o governo capixaba busque estratégias para mitigar os impactos, como incentivos à produção ou barreiras comerciais equilibradas. Enquanto isso, os agricultores buscam alternativas para manter suas atividades viáveis.

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