A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) prepara para amanhã o lançamento do livro “Servidores Pioneiros – Memórias e Histórias da CLDF”, que reúne relatos de 66 ex-servidores. No entanto, a iniciativa chega tarde: muitos dos homenageados já faleceram sem ter recebido reconhecimento em vida, evidenciando uma falha institucional na preservação da memória da Casa ao longo de seus 35 anos. A sessão solene ocorre no Plenário a partir das 19h, com distribuição do exemplar mediante doação de 1 kg de alimento não perecível.
Reconhecimento chega após perdas irreparáveis
Deputados como Wellington Luiz (MDB), Ricardo Vale (PT) e Pastor Daniel de Castro (PP) participarão da mesa de honra ao lado da coordenadora Marly Montanheiro e da organizadora Ana Maria Campos. A presença de autoridades contrasta com a ausência de dezenas de servidores pioneiros que não sobreviveram para ver seu trabalho registrado. O evento destaca a dificuldade da CLDF em valorizar, em tempo hábil, aqueles que construíram a instituição desde sua instalação.
Resgate tardio expõe descaso com a história
A publicação busca preservar relatos para futuras gerações, mas revela o custo humano de décadas de omissão. Servidores que atuaram na consolidação da CLDF morreram sem deixar depoimentos oficiais, e o livro surge como medida paliativa para preencher essa lacuna. A doação de alimentos como condição para receber o exemplar não compensa o atraso no reconhecimento oficial.
É um resgate histórico importante. Muitos servidores que atuaram na instalação da CLDF já faleceram. Então, é um registro para as futuras gerações conhecerem a história da Casa por meio de quem viveu aquele momento.
Marly Montanheiro
Apesar das homenagens programadas, o lançamento evidencia que a memória institucional da CLDF foi negligenciada por tempo demais, deixando lacunas que nenhum livro consegue preencher completamente.