A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na manhã de 12 de agosto de 2026 uma sessão solene para marcar os 62 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, mas o evento expôs mais uma vez a fragilidade do apoio institucional à preservação da memória local em meio a homenagens que raramente se convertem em recursos concretos.
Reconhecimento tardio e limitado
Deputados, conselheiros e pesquisadores se reuniram na CLDF para entregar moções de louvor e assistir a um vídeo institucional, enquanto o instituto criado em 1964 continua dependendo de gestos simbólicos para chamar atenção ao seu trabalho de documentação da história e geografia do Distrito Federal. A composição da mesa diretora e a presença de nomes como o professor José Carlos de Souza e o conselheiro Reginaldo Veras não ocultam a ausência de medidas efetivas que ampliem a estrutura do IHGDF.
Discurso oficial versus realidade prática
O deputado Wellington Luiz destacou a importância do instituto, mas o tom da celebração reforça a dependência de sessões pontuais em vez de políticas contínuas de valorização. Pesquisadores e servidores do IHGDF participaram do ato, porém o formato solene pouco altera o cenário de dificuldades enfrentadas por quem preserva a identidade coletiva do Distrito Federal.
O Instituto Histórico e Geográfico do DF é um patrimônio cultural do nosso Distrito Federal. São 62 anos de dedicação à preservação da nossa história, da nossa identidade e da nossa memória coletiva. Esta Casa Legislativa tem o dever de reconhecer e valorizar o trabalho incansável dos seus pesquisadores, historiadores e colaboradores.
deputado Wellington Luiz
Apesar da sessão, o IHGDF permanece vulnerável a cortes orçamentários e à falta de estrutura adequada, mostrando que eventos formais não substituem o investimento necessário para garantir a continuidade de seu papel histórico.