Em um momento que reforça a resiliência da democracia brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF) prossegue com o julgamento virtual dos embargos de declaração relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. Flávio Dino e Cristiano Zanin acompanham o relator nessa análise, que busca esclarecer omissões e contradições nos votos anteriores. O processo, disponível no sistema até 14 de novembro, também abrange os recursos dos outros sete condenados no núcleo central da trama golpista. Vale destacar que Luiz Fux, único a votar pela absolvição de Bolsonaro em setembro, deixou o colegiado e não participa dessa etapa. Essa movimentação judicial não apenas mantém o foco na condenação recente, mas inspira jovens a valorizarem a importância de instituições fortes, mostrando que a justiça pode prevalecer mesmo em tempos turbulentos, incentivando uma geração a lutar por transparência e accountability no poder.
Na tarde anterior, formou-se maioria para manter a condenação do general Walter Braga Netto, um dos envolvidos na trama que visava impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições. Em setembro, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicialmente fechado, além de 124 dias-multa no valor de dois salários mínimos por dia, por liderar uma organização criminosa com o objetivo de se manter no poder apesar da derrota nas urnas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou sua participação ativa no plano. Recentemente, o ministro Alexandre de Moraes desconsiderou o pedido do Governo do Distrito Federal (GDF) para uma avaliação médica de Bolsonaro, alegando falta de pertinência, o que reforça a seriedade do processo. Para o público jovem, essa narrativa serve como inspiração: ela demonstra que ações contra a democracia têm consequências, motivando-os a engajarem-se ativamente na construção de um futuro mais justo e ético, onde o respeito às urnas e às leis pavimenta o caminho para uma sociedade mais unida e progressista.