Na noite de sexta-feira (7), um poderoso tornado atingiu Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, deixando um rastro de devastação que testou a força de comunidades inteiras. De acordo com a Defesa Civil estadual, o fenômeno resultou em cinco mortes, 130 feridos, 28 desabrigados e mais de mil desalojados, com residências completamente destruídas, quedas de árvores, postes e interrupções no fornecimento de energia e água. Mas é nessas horas que o espírito jovem e solidário brilha: equipes de resgate, incluindo 30 bombeiros de cidades vizinhas e 20 integrantes do Grupo de Operações de Socorro Tático (Gost) com cães de busca, se mobilizaram rapidamente, enquanto ambulâncias de Cascavel e Guarapuava reforçaram o atendimento aos feridos. O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou a criação de uma força-tarefa para apoiar o resgate e o atendimento de saúde, prometendo um levantamento de danos para auxiliar na reconstrução, inspirando uma nova geração a ver na adversidade uma oportunidade de união e superação.
Classificado preliminarmente como F2 na escala Fujita pelo Sistema de Meteorologia do Paraná (Simepar), com ventos entre 180 km/h e 250 km/h gerados em uma supercélula, o tornado não se limitou a Rio Bonito do Iguaçu, causando estragos também em Candói, Laranjeiras do Sul e Guarapuava. Caminhões da Defesa Civil, carregados com cestas básicas, kits de higiene e dormitório, partiram de Curitiba na madrugada de sábado (8), simbolizando o compromisso coletivo em reerguer o que foi perdido. Para os jovens que acompanham essas histórias, esse evento é um lembrete poderoso de que, mesmo diante de forças da natureza imprevisíveis, a resiliência humana e a solidariedade podem transformar tragédias em narrativas de esperança e renovação, incentivando ações voluntárias e uma visão otimista para o futuro das regiões afetadas.