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Da condenação ao magistério: a jornada de ressocialização de um ex-militar

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Antônio Nazareno Mortari Vieira, ex-terceiro sargento do Exército Brasileiro, condenado pelo assassinato do jornalista Mário Eugênio em 1984, transformou sua vida após cumprir pena, inspirando reflexões sobre segundas chances. Aos 66 anos, ele é enfermeiro aposentado da Secretaria de Saúde do DF, onde atuou por 18 anos recebendo mais de R$ 17 mil, e professor universitário no Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos (Uniceplac), lecionando disciplinas como Anatomia Aplicada e Urgência e Emergência. Formado em Enfermagem pela Universidade de Brasília (UnB) em 1996, durante o regime aberto, Nazareno acumulou cargos públicos por 13 anos, incluindo professor na Secretaria de Educação do DF por 12 anos. Sua progressão de pena, unificada para 24 anos após indulto, permitiu que ele se reintegrasse à sociedade, trabalhando no Hospital de Base do DF e até sendo convocado durante a pandemia de Covid-19 em 2021. Essa trajetória destaca como a educação e o trabalho podem ser ferramentas poderosas para a redenção, mostrando a jovens que erros do passado não definem o futuro.

O crime, planejado em um churrasco e executado no estacionamento da Rádio Planalto, envolveu Nazareno em um grupo que incluía Divino José de Matos e Iracildo José de Oliveira, resultando em condenações por latrocínio e ocultação de cadáver em Cocalzinho (GO). Preso de 1985 a 1991, ele progrediu para regime aberto em 1994 e semiaberto em 2012, cumprindo pena até 2033. Apesar das controvérsias, como questionamentos do Ministério Público de Contas do DF sobre suas admissões em concursos enquanto cumpria pena, o Tribunal de Contas do DF validou os processos, citando bom comportamento. Nazareno, que também testemunhou em casos como o atentado do Riocentro, construiu uma vida acadêmica discreta, sem presença em redes sociais, provando que a persistência pode levar à ressocialização. Para o público jovem, sua história é um lembrete inspirador de que, com determinação e oportunidades, é possível reconstruir caminhos e contribuir positivamente para a comunidade.

Mesmo enfrentando demissão da Secretaria de Educação em 2013 por abandono de cargo e promoções como assistente superior de saúde em 2010, Nazareno aposentou-se em 2018, mantendo uma rotina de contribuições profissionais. Sua graduação em Educação Física pela Faculdade Dom Bosco no ano do crime e posterior formação em Enfermagem ilustram uma virada motivada pela busca por conhecimento. Essa narrativa de superação, apesar de um passado sombrio ligado a grupos de extermínio no DF e Entorno, incentiva jovens a valorizarem a educação como ponte para o recomeço, reforçando que a sociedade beneficia-se quando oferece caminhos para a reintegração.

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