Em uma manhã que poderia ser como tantas outras, a Papelaria Issi, situada na quadra comercial da CNM 2, em Ceilândia, permaneceu de portas fechadas nesta segunda-feira (17/11). Os proprietários, o veterano Abrão Pereira Issi, de 82 anos, e seu filho Walef Issi, de 32, se depararam com um grupo de moradores de rua acampado bem em frente ao estabelecimento, o que gerou uma confusão que impediu o início das atividades. Walef relatou que, ao pedir gentilmente que o grupo se retirasse, encontrou resistência, especialmente porque eles estavam em maior número e até brigavam entre si com pedras e facas. Essa situação, segundo ele, desperta medo, mas também abre espaço para pensar em como comunidades podem se unir para superar barreiras sociais, transformando conflitos em oportunidades de diálogo e apoio mútuo.
A discussão se estendeu por horas, começando às 7h e prosseguindo até pelo menos 10h30, com alguns indivíduos saindo temporariamente e retornando mais tarde, prometendo “arrumar” e “limpar” o local, mas voltando à noite. Apesar da tensão, os lojistas optaram por não acionar a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), escolhendo uma abordagem mais paciente. Essa história real de Ceilândia nos lembra que, em meio às dificuldades da vida urbana, há espaço para inspirar mudanças positivas: jovens como vocês podem liderar iniciativas de solidariedade, como voluntariado em abrigos ou campanhas de conscientização, mostrando que empatia e ação coletiva podem abrir não só portas de lojas, mas também caminhos para uma sociedade mais inclusiva e harmoniosa.