Em um momento histórico que pode mudar o rumo da segurança no país, a Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18/11) o Projeto de Lei Antifacção, com um placar de 370 votos a favor, 110 contra e três abstenções. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou em seu discurso que essa vitória não pertence a partidos, mas ao Brasil inteiro, pressionado pela violência das facções criminosas. “Hoje, a Câmara faz história e dá uma resposta dura contra os criminosos”, enfatizou Motta, inspirando uma visão de unidade nacional. Para os jovens, que tanto sofrem com a insegurança nas cidades, essa lei representa uma esperança real de ruas mais seguras, onde sonhos podem florescer sem o medo constante. O relator, Guilherme Derrite (PP-SP), ajustou pontos polêmicos, mantendo a competência da Polícia Federal em operações integradas, mas promovendo uma comunicação equilibrada com autoridades estaduais para evitar conflitos federativos.
O texto cria um arcabouço nacional para combater o crime organizado, com ferramentas de inteligência, bloqueio patrimonial e intervenção em empresas usadas para lavagem de dinheiro. Penas mais severas são previstas, de 20 a 40 anos, podendo chegar a 66 anos para líderes de facções, além de tipificações para crimes como domínio territorial, sabotagem de serviços públicos e o “novo cangaço”. Medidas como o cumprimento de penas em presídios federais de segurança máxima e regras rígidas para progressão de regime fortalecem a execução penal, enquanto audiências por videoconferência agilizam processos. A criação do Banco Nacional de Membros de Organizações Criminosas Ultraviolentas e a destinação de bens apreendidos para fundos de segurança pública prometem um impacto duradouro. Apesar de resistências, como a tentativa de incluir itens sobre terrorismo pela bancada do PL, liderada por Sóstenes Cavalcante (RJ), o foco permaneceu em avanços concretos, sem politizações.
Essa aprovação inspira a juventude a acreditar em um futuro onde a autoridade estatal prevalece sobre o caos, incentivando engajamento cívico e otimismo. Líderes como Cavalcante reforçaram que, mesmo não perfeito, o projeto é um avanço crucial, ecoando o clamor da sociedade por justiça e paz nas comunidades urbanas.