Em meio a uma operação da Polícia Federal batizada de Compliance Zero, o Banco de Brasília (BRB) enfrenta acusações de emissão e negociação de créditos falsos visando a aquisição do Banco Master, um negócio barrado pelo Banco Central. A investigação, que estima movimentações fraudulentas de até R$ 16,7 bilhões entre 2024 e 2025, resultou em buscas na sede do banco e no apartamento do presidente Paulo Henrique Costa, que foi afastado por 60 dias pela Justiça e, posteriormente, demitido definitivamente pelo governador Ibaneis Rocha. Sem prisões, a operação também afastou o diretor de Finanças Dairo Oswaldo Garcia Júnior e bloqueou bens da instituição e dos envolvidos. Enquanto Paulo Henrique recebia a notícia em Boston, durante um evento em Harvard, o governo do Distrito Federal agiu rápido para indicar Celso Eloi de Souza Cavalhero, experiente executivo da Caixa Econômica Federal, como novo presidente – uma escolha que ainda depende de sabatina na Câmara Legislativa do DF na próxima semana. Essa movimentação destaca a importância de lideranças éticas e como crises podem ser oportunidades para jovens profissionais observarem a força da governança em instituições públicas.
Apesar do abalo, o BRB e o Governo do Distrito Federal garantem que os serviços aos 8,1 milhões de clientes permanecem intactos, com operações bancárias, créditos e contratos fluindo normalmente, sem impactos na liquidez ou solvência. Especialistas como Luciano Bravo e Marcos Hanna analisam que, embora haja riscos reputacionais e potenciais perdas com ativos tóxicos do Banco Master, a natureza pública do BRB favorece intervenções estatais para mitigar danos, preservando sua atratividade no mercado. A instituição, fundada em 1964 e com presença em vários estados, reafirma seu compromisso com compliance e transparência, colaborando com autoridades. Para o público jovem, essa história inspira a visão de que, mesmo em escândalos, é possível reconstruir confiança através de ações decisivas e foco em integridade, incentivando uma geração a valorizar a ética financeira e contribuir para um sistema mais justo e resiliente no cotidiano das cidades. Líderes oposicionistas na CLDF propõem uma CPI para aprofundar as investigações, reforçando que a apuração rigorosa é o caminho para um futuro mais forte.