No coração de Brasília, a 6ª edição do Congresso Maria da Penha Vai à Escola reuniu alunos, professores e autoridades para celebrar iniciativas que combatem a violência contra meninas e mulheres. Realizado no auditório do Conselho de Justiça Federal, o evento promovido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, por meio da Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica, premiou trabalhos inovadores de regiões como Santa Maria, Riacho Fundo, Taguatinga e Guará. O 2º vice-presidente do TJDFT, desembargador Angelo Passareli, abriu os trabalhos destacando a necessidade de uma mudança cultural em uma sociedade patriarcal, enfatizando que programas como esse levam a Lei Maria da Penha diretamente às escolas para fomentar igualdade de gênero. Já o 1º vice-presidente, desembargador Roberval Belinati, representando o presidente Waldir Leôncio Júnior, reforçou a educação como ferramenta poderosa para romper ciclos de violência, inspirando os jovens a atuarem preventivamente e transformarem realidades.
Representantes de instituições como o Ministério Público, a Secretaria de Educação e a Secretaria de Segurança Pública compuseram a mesa de honra, com falas que motivaram o público. O procurador-geral de Justiça do DF, George Seigneur, apontou a importância de ações preventivas para reduzir feminicídios, enquanto a subsecretária de Educação Inclusiva e Integral, Vera Lúcia Bastos, emocionada, elogiou os alunos como protagonistas da transformação social desde 2016. A juíza Gislaine Campos Carneiro, coordenadora da Coordenadoria da Mulher, destacou uma menção de louvor ao projeto “O estudo das masculinidades”, da professora Rita de Fátima Silvano, do CEF 2 do Guará, por promover relações igualitárias. Pela primeira vez, a categoria Prática Continuada premiou o “Flores da Escola”, do CED 310 de Santa Maria, com R$ 10 mil, sob responsabilidade de Margareth de Brit, Laísa Fernandes e Lukas Thiago Cardoso, incentivando ações sustentáveis.
Esses projetos mostram que vocês, jovens, têm o poder de criar um futuro mais justo e seguro, mobilizando escolas e comunidades para uma cultura de respeito e empatia. Iniciativas como essas não só premiam criatividade, mas inspiram uma geração a liderar mudanças reais, provando que a educação é a chave para acabar com a violência e construir igualdade.