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Distrito Federal resiste às facções: integração como arma contra o crime

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No coração do Brasil, o Distrito Federal se destaca como um oásis de controle em meio ao caos das disputas territoriais que assolam outros estados. Enquanto facções criminosas avançam em diversas regiões, Brasília mantém suas ruas livres de domínios ilegais, graças a uma integração exemplar entre as polícias Civil, Militar e Penal. O secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, afirma com convicção que não há um milímetro do DF onde as forças do Estado não possam entrar. Essa união não é apenas uma estratégia, mas uma inspiração para jovens que sonham com cidades mais seguras: imagine o poder de trabalhar juntos, trocando informações em tempo real por meio de células de inteligência integradas, que monitoram desde bilhetes em presídios até comunicações externas. É essa colaboração que impede o avanço de grupos como o PCC, CV e CDC, mesmo com a presença de líderes perigosos como Marcola na Penitenciária Federal de Brasília desde 2019.

Dentro dos presídios, o controle é ainda mais impressionante, com cerca de 480 detentos ligados a facções entre mais de 15 mil, isolados para bloquear comandos e trocas de informações. A Secretaria de Administração Penitenciária reforça que o rastreamento de bilhetes e cartas permite identificar e neutralizar lideranças, garantindo que o crime não se organize de dentro para fora. Para Sandro Avelar, essa capacidade de gerar e compartilhar dados é o diferencial, e ele estende essa visão para parcerias nacionais, como os acordos com Goiás que combatem o crime no Entorno. Como presidente do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública, ele promove decisões suprapartidárias, como alternativas à PEC da Segurança Pública, mostrando que a união técnica pode transformar realidades. Jovens, pensem nisso: essa rede de cooperação não só previne deslocamentos criminosos, como os vistos na megaoperação no Rio, mas inspira um futuro onde a segurança é construída coletivamente.

Para expandir esse modelo inspirador, Sandro defende a criação de um Ministério da Segurança Pública independente, com financiamento dedicado, como no Fundo Constitucional do DF, e investimentos em educação, infraestrutura e empregos para combater raízes como a segregação urbana, apontada pelo Ipea. “Segurança pública não se resolve com uma tacada”, diz ele, destacando a necessidade de coordenação federal com liderança e recursos. Essa abordagem holística motiva os jovens a se envolverem: ao valorizar a integração e ações preventivas, podemos construir um Brasil mais justo e seguro, onde o crime perde espaço para o progresso coletivo.

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