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Givaldo Alves, o ‘mendigo do amor’, quebra silêncio após três anos e revela recomeço em comunidade terapêutica

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Longe da mídia há mais de três anos, Givaldo Alves, conhecido como o “mendigo do amor” após o escândalo de 2022, reapareceu em vídeo exclusivo para falar sobre sua transformação pessoal. O caso ganhou repercussão nacional quando Givaldo, então em situação de rua, foi espancado por um personal trainer ao ser flagrado em relações sexuais com a esposa dele, em Planaltina, no Distrito Federal. Na ocasião, laudos médicos indicaram que a mulher, Sandra Mara Fernandes, estava em surto psicótico devido a transtorno afetivo bipolar, e Givaldo afirmou que a relação foi consensual, negando qualquer estupro. Após a fama repentina, que o levou a programas de TV, podcasts e eventos como o Carnaval carioca, ele se afastou das luzes da ribalta, apagando redes sociais e desaparecendo do público.

Atualmente internado há mais de dois anos na Comunidade Terapêutica Vinde Vida, na Ponte Alta, região do Gama, no Distrito Federal, Givaldo relata que o período foi essencial para superar traumas da vida nas ruas e da exposição midiática. Ele descreve experiências de violência, como agressões noturnas e expulsões, e menciona ter deixado para trás vícios como bebida, cigarro e relacionamentos casuais. “Aquela bagagem suja de bebida, cigarro e mulheres, tudo isso ficou para trás”, disse, destacando que se sente liberto espiritualmente e agora atua na rouparia da instituição, ajudando a organizar doações para pessoas vulneráveis. Givaldo reflete que a verdadeira oportunidade veio com a recuperação, questionando as supostas “oportunidades” da fama passageira.

O caso, que envolveu debates sobre vulnerabilidade social, saúde mental e os riscos da fama instantânea, marcou uma virada para os envolvidos: Sandra seguiu como influenciadora, o personal trainer Eduardo Alves se recolheu, e Givaldo optou pelo anonimato até agora. Ele conclui que o amor e a reconstrução diária trouxeram segurança, após anos de medo e desconfiança. Antes da notoriedade, Givaldo tinha passagens pela polícia, incluindo uma condenação por sequestro em 2004, e respondeu por difamação após entrevistas sobre o episódio.

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