Início Economia Fundações sem fins lucrativos pagam salários maiores que empresas no Brasil
Economia

Fundações sem fins lucrativos pagam salários maiores que empresas no Brasil

145

Em 2023, as fundações privadas e associações sem fins lucrativos no Brasil ofereceram salários médios de R$ 3.630,71, equivalentes a 2,8 salários mínimos, superando o patamar das empresas, que pagaram em média 2,5 mínimos. Esses valores, baseados no salário mínimo médio de R$ 1.314,46 no ano, posicionam as entidades sem fins lucrativos acima do setor privado, embora abaixo da administração pública, que registrou uma média de quatro salários mínimos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como parte do levantamento sobre fundações privadas e associações sem fins lucrativos (Fasfil), coletados no Cadastro Central de Empresas (Cempre). O estudo, que classifica como Fasfil associações comunitárias, fundações privadas, entidades religiosas, instituições educacionais e de saúde sem fins lucrativos, exclui sindicatos, partidos políticos, condomínios e órgãos paraestatais como o Sistema S.

De 2022 para 2023, o número de fundações e associações cresceu 4%, passando de 573,3 mil para 596,3 mil, representando 5% do total de organizações no país, que soma 11,3 milhões, incluindo empresas e órgãos públicos. Essas entidades empregaram 2,7 milhões de pessoas, ou 5,1% do total de trabalhadores brasileiros, e responderam por 5% dos salários pagos. Mais de um terço (35,3%) delas é classificado como entidade religiosa, enquanto a saúde é o maior empregador, com 41,2% dos trabalhadores (1,1 milhão de pessoas), seguida por educação e pesquisa (27,7%) e assistência social (12,7%). As mulheres representam 68,9% dos assalariados nessas instituições, chegando a 91,7% na educação infantil, mas recebem 19% menos que os homens, refletindo desigualdades observadas no mercado de trabalho geral.

O coordenador de Cadastros e Classificações do IBGE, Francisco Marta, destacou a relevância econômica e social do setor, que complementa ações governamentais em áreas como saúde, educação, assistência social, defesa de direitos e meio ambiente, contribuindo significativamente para a riqueza do país. Em média, essas entidades têm 4,5 empregados, mas 85,6% não possuem funcionários formais, e apenas 0,7% contam com 100 ou mais. Os maiores portes estão em hospitais (269,7 assalariados em média), saúde (132,5), ensino superior (73,9) e ensino médio (73,8), enquanto as entidades religiosas têm apenas 0,6 assalariados por unidade.

Conteúdo relacionado

Codhab-DF convoca construtoras para construir 302 moradias em Recanto das Emas

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do Distrito Federal (Codhab-DF) publicou a Convocação...

Governadora Celina Leão participa de formatura de 580 alunos do QualificaDF Móvel no Paranoá

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, participou ontem, 13 de abril...

CAS aprova isenção para vítimas de violência em concursos, mas demora perpetua barreiras sociais

Em uma decisão que destaca as persistentes barreiras enfrentadas por mulheres em...