A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao governo federal o aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 15% para 17%, em meio a tensões no Oriente Médio que elevam os preços internacionais do petróleo. O pedido, encaminhado por ofício ao ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, visa mitigar impactos na economia nacional, reduzindo a dependência de combustíveis importados e limitando custos de transporte. A medida pode ser discutida na reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) prevista para a próxima semana, a partir de 16 de março de 2026.
Detalhes da solicitação
O ofício foi assinado pelo presidente da CNA, João Martins da Silva, e destaca a urgência da proposta diante da não implementação da mistura B16, prevista para 1º de março de 2026. A entidade representa o agronegócio brasileiro e argumenta que o avanço para 17% ampliaria a oferta de combustível doméstico de forma sustentável. Essa iniciativa beneficiaria não apenas o setor agrícola, mas também consumidores em geral, ao estabilizar preços em um cenário de volatilidade global.
Motivações por trás da proposta
A principal motivação é a alta nos preços do petróleo causada por tensões no Oriente Médio, que pressiona a importação de diesel no Brasil. Ao elevar a mistura de biodiesel, a CNA busca fortalecer a segurança energética nacional e reduzir os custos logísticos para o transporte de bens essenciais. Essa estratégia alinha-se com esforços para promover fontes renováveis, diminuindo a vulnerabilidade do país a flutuações internacionais.
Declaração da CNA
Em antecipação aos eventuais impactos à população brasileira, o avanço da mistura de biodiesel representa medida importante e sustentável para ampliar a oferta de combustível no mercado doméstico, reduzir pressões sobre os custos logísticos e fortalecer a segurança energética nacional.
João Martins da Silva, presidente da CNA, enfatizou em sua declaração a importância dessa medida para o equilíbrio econômico. A proposta surge em um momento crítico, com a reunião do CNPE podendo definir rumos para a política energética brasileira. Se aprovada, a mudança para 17% poderia entrar em vigor rapidamente, impactando positivamente o agronegócio e a cadeia de suprimentos nacional.
Próximos passos e implicações
A reunião do CNPE, agendada para a próxima semana, será pivotal para debater o tema e possivelmente aprovar o aumento. Envolvendo representantes do governo, agronegócio e outros setores, o conselho avaliará os benefícios para a economia e o meio ambiente. Consumidores e o setor de transportes acompanham de perto, esperando que a medida contribua para a estabilidade de preços em um período de incertezas globais.