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CLDF demora 35 anos para entregar primeira moção em braille

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Foto: Sara Marques/Agência CLDF
Foto: Sara Marques/Agência CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na terça-feira (27) uma sessão solene para homenagear a luta pela inclusão de pessoas com deficiência, entregando a primeira moção de louvor em braille após 35 anos de existência da Casa. O ato, que contou com a presença de dezenas de pessoas com deficiência, familiares e representantes de ONGs, ocorreu durante as comemorações do Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência e revelou, mais uma vez, o ritmo lento das mudanças estruturais no Legislativo local.

Reconhecimento simbólico após décadas de omissão

A moção foi entregue à professora e ativista Lucilene Costa, que há anos defende os direitos das pessoas com deficiência visual no Distrito Federal. Deputados como Dayse Amarilio (PSB) e Wellington Luiz (MDB), além do secretário Danieli Balbino, participaram do evento, que também reuniu entidades ligadas à causa. Apesar do gesto, a demora de 35 anos para produzir um documento acessível em braille evidencia a falta de prioridade histórica dada à acessibilidade dentro da própria instituição.

É um marco histórico para a Casa. Entregar uma moção em braille simboliza o compromisso da CLDF com a acessibilidade e a inclusão.

Dayse Amarilio

Exigências por políticas concretas permanecem

Durante a sessão, Lucilene Costa ressaltou a necessidade de avançar além de gestos simbólicos. A ativista cobrou medidas que garantam não apenas o acesso, mas a permanência e o protagonismo das pessoas com deficiência na sociedade. O evento, embora celebrado por alguns, expôs a distância entre discursos institucionais e a realidade cotidiana enfrentada por milhares de brasilienses que ainda encontram barreiras em transporte, educação e emprego.

Precisamos de políticas públicas que garantam não apenas o acesso, mas a permanência e o protagonismo das pessoas com deficiência na sociedade.

Lucilene Costa

Representantes de ONGs presentes reforçaram que homenagens isoladas não substituem investimentos permanentes em infraestrutura acessível e formação de servidores. O episódio deixa claro que, apesar da visibilidade momentânea, a inclusão efetiva continua dependendo de ações consistentes que o Legislativo do DF ainda não priorizou de forma adequada.

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