A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou em segundo turno, na terça-feira, 10 de agosto de 2026, o projeto de lei que institui o passe livre estudantil, mas a iniciativa ainda depende da sanção do governador Ibaneis Rocha e deixa em suspenso o acesso gratuito ao transporte para cerca de 200 mil estudantes da rede pública e privada.
Aprovação em segundo turno expõe lentidão do processo
O deputado distrital Gabriel Magno (PT), autor da proposta, viu o texto avançar na sessão da CLDF, porém a tramitação prolongada revela a dificuldade de transformar promessas em realidade imediata para quem precisa do benefício. Estudantes do ensino médio, técnico e superior continuam enfrentando barreiras diárias no trajeto até as instituições de ensino, enquanto o projeto permanece incompleto sem a assinatura do governador.
Dependência da sanção do governador aumenta incerteza
Apesar das declarações otimistas do parlamentar, o fato de o passe livre estudantil exigir ainda a sanção de Ibaneis Rocha (MDB) evidencia os obstáculos políticos e administrativos que podem adiar ou até comprometer a entrada em vigor da gratuidade no transporte público coletivo urbano do DF. A medida visa democratizar o acesso à educação, mas a dependência de etapas burocráticas prolonga a insegurança de milhares de jovens que já enfrentam dificuldades financeiras.
É um avanço importante para a democratização do acesso à educação
Gabriel Magno
Esse projeto representa um grande passo para garantir que nenhum estudante deixe de estudar por falta de condições de pagar o transporte
Gabriel Magno