A sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal na quinta-feira, 20 de agosto de 2026, expôs mais uma vez as graves deficiências do SUS ao homenagear o Dia Nacional do Sanitarista sem apresentar soluções concretas para a valorização desses profissionais.
Debates destacam negligência histórica
Proposta pela deputada Dayse Amarilio (PT), a homenagem reuniu profissionais da saúde, representantes da Abrasco e do Conselho Nacional de Saúde, além de sanitaristas que atuaram na pandemia. Os discursos, no entanto, revelaram que a categoria continua subaproveitada na rede pública, com baixa participação em decisões estratégicas e falta de investimentos adequados para fortalecer a vigilância epidemiológica e a formulação de políticas baseadas em evidências.
Crise sanitária expõe falhas estruturais
Apesar das reflexões sobre o papel dos sanitaristas no combate à pandemia e na defesa da democracia, o evento sublinhou problemas persistentes, como a insuficiente presença desses especialistas em todos os níveis do SUS e a ausência de políticas que garantam sua atuação efetiva. A data, celebrada em 18 de agosto, serviu para lembrar que o sistema de saúde ainda enfrenta ameaças decorrentes da desvalorização contínua da categoria.
Os sanitaristas foram fundamentais para o enfrentamento da crise sanitária. São profissionais que atuam na gestão, na vigilância e na formulação de políticas públicas. Precisamos valorizá-los e garantir sua presença em todos os níveis do SUS.
Dayse Amarilio
Os participantes enfatizaram que o SUS exige mais sanitaristas capacitados para planejar e avaliar ações com base na equidade, mas a sessão terminou sem compromissos concretos de ampliação de vagas ou recursos, deixando em evidência a distância entre o discurso e a realidade enfrentada pela população.