Os dados do LesboCenso apresentados na manhã de sexta-feira, 28/08/2026, à Comissão de Direitos Humanos da CLDF expõem uma realidade alarmante para mulheres lésbicas, bissexuais e trans no Distrito Federal, com índices elevados de lesbofobia e diversas formas de agressão que continuam sem respostas efetivas das autoridades.
Índices de violência superam expectativas
A pesquisa conduzida pela Associação Lesbofeminista do Distrito Federal (Lesbofem), sob coordenação de Luma Andriani, revelou que 80% das entrevistadas sofreram lesbofobia, 70% enfrentaram violência psicológica e 47% relataram violência física. Além disso, 13.158 pessoas afirmaram conhecer alguém que passou por algum tipo de agressão, números que evidenciam a persistência de violações diárias sem avanços concretos em proteção.
Demanda por políticas públicas ignorada
Durante a apresentação, a deputada Erika Kokay (PT) e o deputado Fábio Felix (PSOL) destacaram a urgência de medidas específicas, mas o cenário atual aponta para a ausência de iniciativas robustas que atendam às especificidades dessa população, perpetuando um ciclo de vulnerabilidade e invisibilidade.
O LesboCenso é um instrumento fundamental para que possamos entender as demandas e as violências que as mulheres lésbicas, bissexuais e trans enfrentam diariamente. Esses dados são essenciais para a formulação de políticas públicas que garantam os direitos dessa população
Luma Andriani
Os parlamentares reforçaram que a lesbofobia exige combate imediato por meio de ações governamentais, enquanto os números do LesboCenso servem como alerta sobre a falha em garantir direitos básicos e segurança para essas mulheres em Brasília.