O presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz, determinou na segunda-feira, 11 de maio de 2026, a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para investigar denúncias de possível grampo em computadores da Casa. A medida atende a um pedido do quarto-secretário Robério Negreiros e inclui o afastamento temporário do diretor de Modernização e Inovação Digital, Walério Oliveira Campôres, por 60 dias. A apuração visa esclarecer alegações de monitoramento indevido de terminais de informática, originadas de uma denúncia anônima recebida pela Ouvidoria.
Origem da denúncia
A denúncia anônima apontou suposto grampeamento ou monitoramento indevido de computadores na CLDF, em Brasília. De acordo com os detalhes, o quarto-secretário Robério Negreiros solicitou o afastamento do diretor e a substituição de chefias de TI para garantir a imparcialidade na investigação. Essa ação reflete a preocupação com a integridade dos sistemas de informática da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
A Ouvidoria da CLDF recebeu a queixa, que desencadeou o processo formal. Embora os detalhes específicos da denúncia não tenham sido divulgados, ela envolve alegações sérias sobre violações de privacidade em terminais de informática. A presidência agiu rapidamente para iniciar a apuração, demonstrando compromisso com a transparência.
Ações e prazos estabelecidos
Wellington Luiz determinou que o PAD seja conduzido pela Comissão de Processo Disciplinar e Tomada de Contas Especial (CPTCE). A comissão terá 60 dias para concluir a investigação, com possibilidade de prorrogação por igual período. Durante esse tempo, Walério Oliveira Campôres permanece afastado, permitindo uma análise isenta dos fatos.
Houve uma denúncia do sindicato do poder legislativo e eu enquanto quarto secretário pedi a presidência que afastasse temporariamente o diretor DMi até apuração dos fatos
Robério Negreiros
Essa declaração de Robério Negreiros destaca o papel do sindicato do poder legislativo na origem da queixa. A substituição de chefias de TI visa evitar interferências, enquanto o processo segue rigorosamente as normas administrativas da CLDF.
Implicações para a CLDF
A investigação pode impactar a confiança nos sistemas de TI da Câmara Legislativa do Distrito Federal, especialmente em um contexto de crescente preocupação com segurança digital. Caso comprovadas, as alegações de monitoramento indevido poderiam resultar em medidas disciplinares adicionais. Por enquanto, a Casa mantém suas operações normais, aguardando os resultados do PAD para definir próximos passos.
Essa apuração reforça a importância de protocolos éticos em ambientes legislativos. Com o prazo inicial encerrando-se em julho de 2026, observadores acompanham de perto o desenrolar dos eventos em Brasília.