Início Distrito Federal Pacientes com fibromialgia protestam na Câmara contra abandono do SUS
Distrito FederalPolítica

Pacientes com fibromialgia protestam na Câmara contra abandono do SUS

208
Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)
Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)

Pacientes com fibromialgia e seus familiares protestaram em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal para denunciar a ausência de suporte efetivo no SUS, mesmo com a existência da Lei Distrital nº 6.127/2017. A mobilização, realizada em alusão ao Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia, expôs demoras no diagnóstico, preconceito e falta de tratamentos adequados.

Relatos de dificuldades no sus

Durante o evento coordenado pelo deputado João Cardoso, participantes relataram barreiras constantes para obter diagnóstico e acompanhamento multidisciplinar. Crislene de Sousa destacou a ineficácia da legislação vigente, enquanto Roseni de Oliveira cobrou centros de referência que ainda não foram criados. O tom das falas revelou frustração acumulada com a falta de capacitação de profissionais e acesso a medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico.

Representantes de associações e médicos reumatologistas reforçaram que a doença continua invisibilizada nas políticas públicas do DF. Autoridades do governo presentes ouviram cobranças diretas por ações concretas que vão além de textos legais.

Exigência de proteção real

O protesto evidenciou que a existência da lei não se traduz em proteção para quem sofre com a fibromialgia. Participantes alertaram para o impacto negativo da demora nos diagnósticos e da ausência de políticas integradas, que agrava o sofrimento de milhares de pessoas no Distrito Federal.

Há lei, mas não há proteção. Precisamos de políticas públicas efetivas.

Crislene de Sousa

É preciso que o governo invista em capacitação de profissionais, agilize diagnósticos e garanta o acesso a tratamentos multidisciplinares, que incluem medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico.

João Cardoso

Temos uma legislação que prevê ações de conscientização e assistência, mas ela não sai do papel. Precisamos de centros de referência e de que a fibromialgia seja incluída de fato nas políticas de saúde do DF.

Roseni de Oliveira

Conteúdo relacionado

Manuela Andrade consolida base no Gama e lidera corrida por vaga na CLDF

Manuela Andrade consolida sua base eleitoral no Gama e avança nas pesquisas...

Associações de apostas pedem ao STF suspensão imediata da MP 1.340/2026

Três associações do setor de apostas esportivas protocolaram ação no Supremo Tribunal...

Rodoviários do DF cancelam greve após reajuste de 8% nos salários

O acordo alcançado na noite de domingo, 27 de setembro de 2026,...

Manuela Andrade promete emendas para saúde, esporte e taxistas a partir de 2027

Manuela Andrade projeta eleição para a Câmara Legislativa do DF em 2026....