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Homem morre após passar 4 horas em cadeira de rodas na UPA do Recanto das Emas

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Área de espera da UPA Recanto das Emas com cadeira de rodas vazia
Área de espera da UPA Recanto das Emas com cadeira de rodas vazia

Um homem de 49 anos, identificado como Vilmar Pereira da Silva, morreu na recepção da UPA do Recanto das Emas, no Distrito Federal, no sábado, 20 de junho de 2026. Testemunhas relataram que ele permaneceu no local por pelo menos quatro horas em uma cadeira de rodas até ser encontrado sem sinais vitais. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do óbito, enquanto o Iges-DF afirma que a vítima não passou por triagem ou atendimento médico.

Posição do Iges-DF sobre o caso

O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal esclareceu que o homem era morador de rua e utilizava a unidade periodicamente como abrigo, sem realizar qualquer procedimento assistencial. Segundo o órgão, ele não passou por classificação de risco, triagem ou qualquer outro procedimento assistencial, pois não estava em atendimento. O Iges-DF destacou ainda que o tempo de espera varia conforme a gravidade do quadro clínico, a classificação de risco atribuída e a demanda assistencial da unidade no momento da procura pelo serviço, priorizando casos mais graves.

não passou por classificação de risco, triagem ou qualquer outro procedimento assistencial, pois não estava em atendimento

Iges-DF

Reação de pacientes e atuação da PMDF

A permanência do corpo na recepção gerou revolta entre pacientes e populares que aguardavam atendimento, levando a uma situação de insatisfação que motivou o acionamento da Polícia Militar. Equipes da PMDF chegaram ao local e constataram que a agitação decorria da descoberta do homem sem sinais vitais. A governadora Celina Leão não se manifestou diretamente até o momento, mas o Iges-DF informou que todas as informações serão devidamente analisadas e as providências cabíveis serão adotadas após a conclusão da apuração dos fatos.

Ao chegar ao local, as equipes constataram que a situação decorria da insatisfação de pacientes e populares que aguardavam atendimento. A revolta motivou-se pela permanência de um homem de 49 anos, que se encontrava em uma cadeira de rodas já sem sinais vitais

PMDF

A investigação da Polícia Civil segue em andamento para esclarecer as causas da morte e eventuais responsabilidades. O caso levanta discussões sobre o uso de unidades de pronto-atendimento por pessoas em situação de rua e a capacidade de resposta do sistema de saúde do Distrito Federal em dias de alta demanda.

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