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CLDF usa exposição de fotos antigas para tentar resgatar imagem desgastada

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Exposição de fotos antigas na CLDF para resgatar imagem institucional
Exposição de fotos antigas na CLDF para resgatar imagem institucional

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) inaugurou uma exposição fotográfica no hall de entrada do Anexo do Buriti, em Brasília, para marcar os 35 anos completados em 2025, mas o esforço parece mais uma tentativa de resgatar uma imagem desgastada do que um avanço real na transparência institucional. A mostra, aberta ao público de segunda a sexta das 8h às 18h, reúne imagens de sessões e personalidades antigas e foi destaque no programa Giro Distrital da TV Câmara exibido nesta terça-feira, 23/06/2026. Dirigida por Jânio Freitas, a iniciativa busca lembrar o trabalho dos deputados, porém evidencia a dificuldade da Casa em comunicar realizações recentes.

Memória exposta sem contexto atual

As fotografias destacam eventos históricos, mas não abordam os desafios enfrentados pela CLDF nos últimos anos, como críticas recorrentes sobre eficiência legislativa. A jornalista Paula Lima apresentou o material no programa, reforçando que a exposição faz parte da programação comemorativa. Ainda assim, o formato restrito ao hall físico limita o alcance, deixando a população distante de qualquer debate sobre o papel atual dos parlamentares.

Declarações que reforçam o passado

Essa exposição é uma forma de resgatar a memória da Casa e mostrar para a população a importância do trabalho realizado pelos deputados ao longo desses 35 anos

Jânio Freitas

O tom das falas oficiais foca exclusivamente no resgate histórico, sem mencionar indicadores de produtividade ou reformas pendentes. Com isso, a CLDF opta por olhar para trás em vez de apresentar resultados concretos que justifiquem a manutenção da estrutura.

Limites de uma homenagem visual

No fim, a exposição fotográfica confirma que a instituição prefere gestos simbólicos a mudanças estruturais. Enquanto as imagens evocam sessões passadas, o público continua sem acesso fácil a dados atualizados sobre votações e gastos. A iniciativa, portanto, reforça a sensação de estagnação em vez de renovar a confiança na Câmara.

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