A sessão solene realizada na tarde de terça-feira na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs mais uma vez a lentidão das autoridades em transformar homenagens em políticas efetivas para o parto humanizado, deixando doulas e gestantes em situação de vulnerabilidade.
Debates destacam ausência de regulamentação
Proposta pela deputada Doutora Jane, a reunião reuniu representantes de entidades de saúde da mulher, obstetras, enfermeiras obstétricas e mães que relataram experiências negativas com intervenções desnecessárias. Embora tenham sido sugeridos protocolos hospitalares e ampliação no SUS, nenhum prazo concreto foi estabelecido para a regulamentação da profissão de doula, mantendo o cenário de insegurança jurídica para as profissionais.
Mulheres vulneráveis seguem sem suporte adequado
Participantes alertaram que as campanhas de conscientização prometidas raramente chegam às regiões mais carentes do Distrito Federal, perpetuando altas taxas de cesarianas desnecessárias e falta de suporte emocional durante o parto. A ausência de avanços práticos reforça a percepção de que eventos como esse servem mais para marketing político do que para mudanças reais no sistema de saúde.
Propostas sem efeito imediato agravam desigualdades
Apesar das discussões sobre defesa do parto humanizado como direito, o encontro não resultou em medidas orçamentárias ou leis imediatas que garantam acesso universal. Mães presentes relataram que continuam enfrentando isolamento e intervenções excessivas em hospitais públicos e privados, evidenciando a distância entre o discurso e a realidade vivida diariamente pelas gestantes.
o parto humanizado não é um luxo, é um direito
Doutora Jane