O lançamento do livro “Som e fúria no século XXI”, de Hugo Camargo, marcado para o dia 12 de agosto de 2026 no foyer do Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal, expõe mais uma vez o declínio acentuado da imprensa tradicional em Brasília. A obra reúne mais de 200 artigos da coluna extinta “O quinto ato” do Jornal de Brasília, um veículo que deixou de circular após 15 anos de existência, sinalizando o fim de um espaço relevante para a crítica teatral local. O evento, com entrada franca e sessão de autógrafos a partir das 18h30, ocorre em um momento em que o jornalismo cultural enfrenta sérias dificuldades de sobrevivência.
Convidados do meio cultural confirmaram presença, mas o cenário reflete a perda de influência de publicações impressas diante das transformações digitais. Hugo Camargo, jornalista e crítico teatral, apresenta agora uma compilação que surge tardiamente, quando o próprio veículo que abrigou seus textos já desapareceu do mercado.
Extinção de veículos e perda de espaço
A Câmara Legislativa do Distrito Federal sedia o encontro, o que ressalta a dependência de instituições públicas para eventos que antes aconteciam em redações ativas. A ausência do Jornal de Brasília como plataforma viva limita o alcance das ideias reunidas no volume, evidenciando como a crise econômica e tecnológica reduziu a visibilidade de críticos independentes.
Relevância questionada no cenário atual
Em 2026, o lançamento chega em um contexto de fragmentação da audiência cultural, onde colunas especializadas perderam leitores para formatos instantâneos e superficiais. A iniciativa de Hugo Camargo preserva registros históricos, porém não reverte o enfraquecimento da crítica especializada em Brasília, marcada pela extinção de espaços editoriais consolidados.