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Deputados se unem para defender a memória verdadeira: revogação de lei polêmica no DF

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Em um movimento inspirador que ecoa a força da democracia, cinco deputados distritais de oposição – Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (PSol), Gabriel Magno (PT), Max Maciel (PSol) e Ricardo Vale (PT) – protocolaram, na última quarta-feira (29/10), um projeto de lei na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para revogar a lei que institui o Dia da Memória das Vítimas do Comunismo. Eles argumentam que a norma é ideológica, sem raízes na realidade brasileira e oposta aos ideais de uma educação democrática e plural. Para o deputado Ricardo Vale, essa lei representa uma tentativa perigosa de reescrever a história recente do país, ignorando que o Brasil nunca sofreu vítimas do comunismo, mas sim milhares de perseguições, torturas e mortes durante a ditadura militar, tudo em nome do anticomunismo. Essa iniciativa não é apenas uma ação política, mas um chamado à juventude para valorizar a verdade histórica e lutar por uma sociedade mais justa, onde a memória coletiva sirva como alicerce para o futuro.

A lei em questão, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) em 21 de outubro, foi proposta pelo deputado Thiago Manzoni (PL) e aprovada na CLDF em 30 de setembro, definindo o dia 4 de junho como data para reflexões sobre os danos causados por ditaduras comunistas. No entanto, a sanção gerou reações fortes, culminando na demissão de Bartolomeu Rodrigues, chefe da Assessoria de Assuntos Institucionais do Governo do Distrito Federal. Em uma carta aberta publicada nas redes sociais em 24 de outubro, Bartolomeu criticou a lei como “abjecta”, afirmando que ela reabre feridas desnecessárias e cria fantasmas inexistentes. Sua saída foi oficializada no Diário Oficial do DF em 28 de outubro, servindo como exemplo de integridade ética que pode motivar jovens a questionarem narrativas impostas e defenderem princípios democráticos.

Agora, o projeto de revogação segue para análise nas comissões permanentes da CLDF antes de ir ao plenário, abrindo espaço para debates que podem inspirar uma nova geração a se envolver ativamente na preservação da história autêntica. Essa luta destaca como ações coletivas podem transformar realidades, incentivando os jovens do Distrito Federal a se posicionarem pela verdade e pela pluralidade, construindo um amanhã mais consciente e unido.

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