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Morador de rua é preso em flagrante por estupro e tentativa de feminicídio na Asa Norte

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Rafael Silva Lima, um morador de rua de 19 anos, foi preso em flagrante na madrugada de sábado (20/12) após atacar uma mulher sob o pilotis de um prédio na quadra 411 Norte, em Brasília. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o crime foi descoberto apenas pela manhã, quando um servidor de limpeza encontrou uma poça de sangue por volta das 5h e alertou a síndica do condomínio. Ela verificou as câmeras de segurança e notificou os moradores via grupo de WhatsApp. A vítima, também moradora de rua, foi localizada com diversas lesões na área comercial da mesma quadra e encaminhada ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), onde permanece internada em estado gravíssimo, com risco de morte. Indícios apontam que vítima e agressor se conheciam e estariam sob efeito de álcool ou outras substâncias no momento do ocorrido.

O suspeito foi localizado pela manhã em uma invasão próxima à Universidade de Brasília (UnB) e levado à 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), antes de ser transferido para a Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) na noite do mesmo dia. Segundo o delegado Marco Farah, Rafael apresentava manchas de sangue, escoriações e sinais de luta corporal. Durante a revista pessoal, os policiais constataram que ele ainda estava com um preservativo no órgão genital, o que reforçou as evidências do crime. Imagens das câmeras de segurança, obtidas pela investigação, mostram Rafael acompanhando a vítima momentos antes do ataque, que durou cerca de 15 minutos. O caso é tratado como estupro e tentativa de feminicídio, e moradores do prédio relataram não ter presenciado o incidente, o que aumentou a sensação de insegurança na região.

A investigação da PCDF continua para esclarecer todos os detalhes do episódio, que destacou vulnerabilidades na segurança de áreas comuns em quadras residenciais da Asa Norte. Cláudia Alves, uma moradora de 51 anos, relatou que ninguém chamou a polícia durante o crime, e o alerta só veio horas depois. Esse incidente reforça debates sobre a proteção de populações vulneráveis, como moradores de rua, em contextos urbanos do Distrito Federal.

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