A Câmara Legislativa do Distrito Federal decidiu instaurar uma comissão interna para apurar denúncias de espionagem contra parlamentares por meio de grampos telefônicos sofisticados. A medida surge após alerta de um perito federal sobre possível monitoramento ilegal em celulares de deputados, o que levanta sérias preocupações com a privacidade e a segurança no ambiente político local. A investigação poderá envolver também a Polícia Civil e o Ministério Público, ampliando o escopo das apurações.
Alerta sobre equipamento sofisticado
O deputado Max Maciel relatou ter recebido a informação de que seu celular continha um grampo avançado, capaz de captar conversas e dados de outros parlamentares. Essa revelação expõe vulnerabilidades graves no sistema de comunicação dos representantes do Distrito Federal e acende alertas sobre possíveis abusos de poder. A situação evidencia falhas na proteção de informações sensíveis dentro da própria CLDF.
O perito me ligou e disse que encontrou um grampo no meu celular. Ele disse que o equipamento era sofisticado e que poderia ter sido usado para espionar outros deputados
Max Maciel
Reunião da mesa diretora define passos
Durante encontro da Mesa Diretora, os deputados decidiram criar uma comissão interna para investigar os fatos com rigor. Wellington Luiz destacou que a Polícia Civil e o Ministério Público poderão ser acionados caso necessário, reforçando o caráter oficial das apurações. A comissão deve ser formada nos próximos dias, mas a demora inicial já gera críticas sobre a transparência no processo.
Nós vamos investigar. A Mesa Diretora vai se reunir para definir os próximos passos. A Polícia Civil e o Ministério Público também poderão ser acionados
Wellington Luiz
Repercussão e cobranças por punições
Outros parlamentares, como Chico Vigilante e Gabriel Magno, classificaram o episódio como extremamente grave e exigiram que os responsáveis sejam identificados e punidos. A possível violação de comunicações de deputados do PSOL, MDB e PT amplia o clima de desconfiança dentro da Casa e pode afetar o funcionamento das atividades legislativas. O caso reforça a necessidade de protocolos mais rigorosos contra invasões digitais no Distrito Federal.
Isso é muito grave. Se houver espionagem contra parlamentares, precisamos apurar com rigor para que os responsáveis sejam punidos
Chico Vigilante