A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na terça-feira (27) o projeto de lei nº 1.015/2024 que concede prioridade a doadores cadastrados de sangue, medula óssea, órgãos e tecidos nas campanhas de vacinação do GDF, decisão que expõe o déficit crônico de doações e a lentidão das políticas públicas para resolver o problema no Hemocentro.
Detalhes da medida e seus limites
O texto, de autoria do deputado Pepa (PP), recebeu 19 votos favoráveis e nenhum contrário, sendo aprovado em dois turnos. Além da prioridade na vacinação, a proposta prevê preferência em atendimentos públicos e privados, exceto urgências e emergências, além de campanhas de conscientização. O projeto agora segue para sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB), mas especialistas alertam que medidas isoladas podem não reverter anos de descaso com os estoques, especialmente de tipos raros.
Reações e desafios persistentes
Deputado Pepa defendeu a iniciativa como forma de estimular a solidariedade. No entanto, a realidade de filas e falta de sangue em momentos críticos continua a pressionar o sistema de saúde do Distrito Federal, revelando que o incentivo chega tarde para muitas famílias que dependem de doações urgentes.
Essa é uma forma de incentivar a doação, que é um ato de solidariedade e que salva vidas. Muitas vezes, as pessoas não doam por falta de tempo ou por não terem um incentivo. Com essa prioridade, esperamos aumentar o número de doadores no DF
Pepa
A aprovação busca garantir estoques suficientes, mas o tom de urgência nas declarações oficiais evidencia que o Hemocentro ainda enfrenta dificuldades estruturais para atender à população de forma consistente.