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Decreto de Ibaneis viola liberdade de ir e vir em condomínios do DF

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Sara Marques/Agência CLDF
Sara Marques/Agência CLDF

A audiência pública realizada na tarde desta terça-feira (26) na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs graves falhas no Decreto nº 44.075/2023, que regula o acesso de prestadores de serviços e visitantes a condomínios fechados no DF. Moradores, síndicos e especialistas denunciaram restrições abusivas que violam direitos básicos como a liberdade de ir e vir, a dignidade e a propriedade privada. O debate, convocado pelo deputado Rogério Morro da Cruz (PL), revelou que o texto editado pelo governador Ibaneis Rocha sem consulta popular amplia o poder de portarias e abre espaço para constrangimentos diários.

Relatos de abusos e prejuízos diários

Durante a reunião, participantes relataram casos concretos de atrasos excessivos na liberação de trabalhadores, com esperas que chegam a mais de uma hora e geram perdas financeiras para ambos os lados. Síndicos e advogados destacaram que o decreto, da forma atual, permite práticas discriminatórias disfarçadas de segurança. A Defensoria Pública do Distrito Federal e o Ministério Público também participaram e alertaram para o risco de violações sistemáticas de direitos humanos.

Muitas vezes, o prestador de serviço fica mais de uma hora esperando liberação na portaria, o que gera prejuízo para ambas as partes

um síndico presente

Falta de participação popular agrava críticas

Juristas presentes na audiência condenaram a ausência de consulta pública antes da edição do decreto, o que contraria princípios básicos da administração pública. A defensora pública ressaltou que a segurança não pode servir de pretexto para discriminação. O deputado Rogério Morro da Cruz assumiu o compromisso de elaborar um projeto de lei para corrigir as distorções, mas admitiu que o texto atual já causa danos concretos à população.

Não houve consulta pública ou audiência prévia, o que fere o princípio da participação popular

um dos juristas

É preciso garantir que a segurança não seja usada como pretexto para práticas discriminatórias

a defensora pública presente no debate

O encontro terminou com a promessa de novas discussões, porém o clima foi de insatisfação geral com o decreto em vigor. Enquanto isso, condomínios seguem aplicando regras consideradas arbitrárias por moradores e profissionais que dependem do acesso regular.

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