A entrega da Adutora de Água Tratada Planaltina 170, realizada nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, expõe mais uma vez as falhas recorrentes no abastecimento hídrico do Distrito Federal, mesmo com a inauguração de uma estrutura que deveria ter sido priorizada há anos para atender cerca de 186 mil moradores de Planaltina e região.
Problemas crônicos de abastecimento
A obra interliga a Estação de Tratamento de Água de Planaltina, captando do Pipiripau, à Elevatória Mestre d’Armas ao longo da BR-020. Com mais de 1,3 km de tubulação em PEAD e sistemas de automação, a adutora busca reforçar o eixo Sobradinho-Planaltina, mas chega tardiamente para uma população que enfrentou estiagens severas sem soluções definitivas.
A gente sabe que sem água ninguém vive. Essa adutora significa que lá na Estância Mestre D’Armas está chegando água tratada. É a drenagem, é a água, é a infraestrutura, é o asfalto chegando, e as pessoas tendo qualidade de vida.
Celina Leão
Resiliência questionável diante de déficits antigos
Apesar da implantação de medidores de vazão, válvulas de controle e travessias sob a DF-230 e BR-020 por método não destrutivo, a iniciativa da governadora Celina Leão e da Caesb, presidida por Luís Antônio Reis, apenas mitiga riscos em vez de eliminar as vulnerabilidades estruturais da região Norte. A medida amplia a capacidade de distribuição, porém não resolve o histórico de interrupções que afetam a segurança hídrica local.
A nova adutora interliga a Estação de Tratamento de Água de Planaltina da captação do Pipiripau à Elevatória Mestre d’Armas. Com isso, vamos atender mais de 186 mil pessoas, aumentando a resistência e a resiliência hídrica dessa população.
Luís Antônio Reis