A abertura da exposição “Linhas da Resistência” na Câmara Legislativa do Distrito Federal, prevista para 3 de junho de 2026, revela mais uma vez a persistência de graves problemas sociais no Brasil, como violações de direitos humanos, racismo e degradação ambiental, que continuam sem soluções efetivas apesar de iniciativas culturais isoladas.
Mostra evidencia narrativas silenciadas
O evento reunirá 23 obras selecionadas entre mais de 400 inscrições de artistas de 23 estados e do Distrito Federal. Técnicas variadas, como gravura, pintura, colagem, fotografia e arte digital, compõem a mostra que integra o projeto “Resistências Contemporâneas”. A visitação gratuita ocorrerá de segunda a sexta, das 8h às 18h, até 30 de junho, no hall de entrada da CLDF, em Brasília.
Iniciativa destaca falhas democráticas
Curadores Mario Chagas e Rita Oliveira, junto com a coordenadora Cristiana Rodrigues e o deputado Gabriel Magno (PT), organizam a exposição para dar visibilidade a pautas urgentes. No entanto, a seleção limitada de obras frente ao alto número de inscrições ressalta a dificuldade de amplificar vozes marginalizadas em espaços institucionais. A arte surge como ferramenta de provocação, mas não substitui ações concretas contra as desigualdades estruturais do país.
A arte tem o poder de sensibilizar, provocar reflexões e fortalecer a memória coletiva. Esta mostra é uma oportunidade para que a população entre em contato com narrativas que muitas vezes são silenciadas
Deputado Gabriel Magno (PT)
Com foco em memória, antirracismo, meio ambiente e democracia, a mostra reforça o papel cultural da CLDF, porém expõe a lacuna entre discursos e resultados práticos na sociedade brasileira atual.