Início Brasil Carolina Nucci e Mariam Topeshashvili relatam preconceito e assédio no trabalho
BrasilEsportes

Carolina Nucci e Mariam Topeshashvili relatam preconceito e assédio no trabalho

188
Escritório vazio em São Paulo representando preconceito e assédio no trabalho.

Mulheres jovens continuam enfrentando barreiras significativas no ambiente de trabalho, incluindo julgamentos sobre aparência, desconfiança em sua competência, menos oportunidades e assédio, conforme relatos pessoais e dados de estudos recentes. Profissionais como a jornalista de automobilismo Carolina Nucci e a gerente de agência Mariam Topeshashvili compartilham experiências que destacam preconceitos relacionados a gênero, idade e origem. Esses obstáculos persistem em contextos corporativos e até em eventos como o autódromo de Interlagos, em São Paulo, impactando a progressão profissional.

Relatos de preconceito e assédio

Carolina Nucci, jornalista especializada em automobilismo, recorda um episódio ocorrido há duas décadas no autódromo de Interlagos, onde um fiscal questionou sua credencial com base em sua aparência. Esse tipo de julgamento reflete barreiras comuns para mulheres jovens em ambientes predominantemente masculinos. Nucci também menciona estratégias adotadas para mitigar assédios, como o uso de uma aliança falsa.

“Mocinha, com essa carinha, certeza que foi algum piloto que te deu essa credencial.”

“No início da minha carreira, usei uma aliança falsa de compromisso para ser respeitada. Não inibiu, mas os assédios ficaram mais sutis.”

Experiências em ambientes corporativos

Mariam Topeshashvili, gerente de agência, relata comentários irônicos e sarcásticos que duvidam de sua capacidade, frequentemente velados e atribuídos à sua presença como mulher jovem. Esses incidentes ocorrem ao longo de suas carreiras e são corroborados por estatísticas do relatório Women in the Workplace, que aponta padrões semelhantes em diversos setores. Tais barreiras limitam oportunidades e reforçam desigualdades.

“Já ouvi comentários irônicos, sarcásticos. Sempre velados. Frases que duvidavam da minha capacidade. Por exemplo, tal coisa não foi feita porque era eu que estava ali.”

Impactos e causas profundas

Os preconceitos baseados em gênero, idade, aparência e origem contribuem para um ambiente de trabalho hostil, reduzindo a confiança e o avanço profissional de mulheres jovens. Estudos recentes, como o Women in the Workplace, destacam que essas questões persistem apesar de avanços em igualdade de gênero. A necessidade de maior conscientização e políticas inclusivas surge como essencial para combater esses desafios e promover equidade.

Conteúdo relacionado

Guará II realiza edição especial de férias da Rua de Lazer no domingo

O Guará II prepara uma edição especial de férias da Rua de...

Indústria de máquinas rejeita retaliação a tarifas de Trump e defende negociação bilateral

Representantes do setor de máquinas e equipamentos se reuniram na terça-feira, 21...

Voto em trânsito: eleitores podem pedir a partir desta segunda-feira

Eleitores brasileiros que não estarão em seu domicílio eleitoral nas eleições de...

STF bloqueia até R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por desvio de emendas

O ministro do STF Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$...