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Pacientes com fibromialgia protestam na Câmara contra abandono do SUS

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Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)
Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)

Pacientes com fibromialgia e seus familiares protestaram em sessão solene na Câmara Legislativa do Distrito Federal para denunciar a ausência de suporte efetivo no SUS, mesmo com a existência da Lei Distrital nº 6.127/2017. A mobilização, realizada em alusão ao Dia Nacional de Conscientização da Fibromialgia, expôs demoras no diagnóstico, preconceito e falta de tratamentos adequados.

Relatos de dificuldades no sus

Durante o evento coordenado pelo deputado João Cardoso, participantes relataram barreiras constantes para obter diagnóstico e acompanhamento multidisciplinar. Crislene de Sousa destacou a ineficácia da legislação vigente, enquanto Roseni de Oliveira cobrou centros de referência que ainda não foram criados. O tom das falas revelou frustração acumulada com a falta de capacitação de profissionais e acesso a medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico.

Representantes de associações e médicos reumatologistas reforçaram que a doença continua invisibilizada nas políticas públicas do DF. Autoridades do governo presentes ouviram cobranças diretas por ações concretas que vão além de textos legais.

Exigência de proteção real

O protesto evidenciou que a existência da lei não se traduz em proteção para quem sofre com a fibromialgia. Participantes alertaram para o impacto negativo da demora nos diagnósticos e da ausência de políticas integradas, que agrava o sofrimento de milhares de pessoas no Distrito Federal.

Há lei, mas não há proteção. Precisamos de políticas públicas efetivas.

Crislene de Sousa

É preciso que o governo invista em capacitação de profissionais, agilize diagnósticos e garanta o acesso a tratamentos multidisciplinares, que incluem medicamentos, fisioterapia e suporte psicológico.

João Cardoso

Temos uma legislação que prevê ações de conscientização e assistência, mas ela não sai do papel. Precisamos de centros de referência e de que a fibromialgia seja incluída de fato nas políticas de saúde do DF.

Roseni de Oliveira

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