A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou em segundo turno o projeto de lei que cria as Delegacias Especializadas em Proteção à Pessoa Idosa, mas a medida chega tarde diante do crescimento alarmante da violência contra essa população vulnerável. Aprovado na terça-feira (30), o texto agora depende da sanção do governador Ibaneis Rocha e revela a urgência de respostas institucionais que ainda faltam no dia a dia das vítimas.
Resposta tardia a um problema crescente
O deputado distrital Martins Machado, autor da proposta, destacou a necessidade de estrutura especializada na Polícia Civil para prevenir, investigar e reprimir crimes contra idosos. As novas delegacias contarão com profissionais capacitados e atendimento acessível, em articulação com conselhos de proteção. No entanto, o aumento dos casos de agressão física, patrimonial e psicológica no DF expõe a ineficiência histórica das políticas públicas voltadas a esse grupo.
Deficiências do sistema atual expostas
Embora a iniciativa seja vista como avanço, especialistas e familiares de vítimas apontam que a ausência de delegacias dedicadas até agora contribuiu para a subnotificação e o descaso com denúncias. O projeto surge justamente em meio a estatísticas que mostram idosos cada vez mais expostos a diferentes formas de violência, o que reforça a sensação de abandono por parte do Estado.
Precisamos dar uma resposta efetiva à sociedade. Os idosos são vítimas cada vez mais frequentes de todo tipo de violência e o Estado precisa oferecer um atendimento especializado
Martins Machado
Com a aprovação final, resta esperar que o governador transforme o texto em lei sem demora, já que a população idosa do Distrito Federal continua sofrendo as consequências da falta de proteção efetiva.