A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou na manhã de 28 de maio de 2026 a Operação Búrica, com o cumprimento de três mandados de prisão e oito de busca e apreensão contra investigados por ataques coordenados a ônibus do transporte coletivo em janeiro deste ano. As ações visaram ex-funcionários ligados a um grupo de oposição sindical da Urbi Mobilidade, em retaliação às demissões ocorridas em 9 de janeiro de 2026. Os ataques aconteceram em 15 de janeiro, entre 18h e 23h, nas regiões de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo, Núcleo Bandeirante, Candangolândia e Plano Piloto, no Distrito Federal, além de Águas Lindas de Goiás.
As investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes de Roubo e Furto de Veículos II identificaram o uso de um veículo VW/Gol vermelho nos deslocamentos e a atuação coordenada com pedras, bolas de gude e estilingues. A operação também alcançou áreas de Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Gama e Planaltina no DF.
Coordenação dos ataques é confirmada
A PCDF destacou que houve deslocamento territorial organizado e utilização de veículo automotor para execução dos ataques. Diversos investigados integravam o espaço virtual, considerado relevante para demonstrar vínculo, articulação e manutenção de canal de comunicação entre os envolvidos. A dinâmica indica a participação coordenada de múltiplos ocupantes no interior do automóvel.
Impactos afetam rotina de motoristas
João Jesus, presidente do Sindicato dos Rodoviários do DF, afirmou que os ataques poderiam ter se estendido por outros dias e feito vítimas graves, inclusive fatais. Ele ressaltou que o sindicato acompanha a ação de pessoas ligadas às ações que buscam desestabilizar a ação sindical legítima do Sindicato dos Rodoviários. Os impactos foram muito negativos, com efeitos psicológicos na rotina de trabalho nos dias seguintes, por medo de serem alvejados.